Deflagrada campanha contra presidio federal em Bayeux
Léo Micena, candidato a prefeito da Bayeux nas últimas eleições municipais, iniciou nova campanha semana passada. Desta vez, para impedir a construção de um presídio federal na cidade.
Além de banners e textos distribuídos fartamente nas redes sociais contra o presídio federal em Bayeux, Micena está mantendo contatos com as paróquias locais em busca de apoio. Quer engajamento da Igreja Católica na causa e uma pregação intensa dos padres, em todas as missas, contra a obra.
Na sexta-feira (26), Léo Micena protocolou requerimento na Câmara de Vereadores de Bayeux (reproduzido abaixo) pedindo que os parlamentares discutam e votem, em regime de urgência, um projeto de lei proibindo a prefeitura de Bayeux de autorizar a construção de um presídio federal na cidade.
Léo lembra que o terreno é de Bayeux e compete ao município a autorização para licença de construção. Informa também aos vereadores que um projeto semelhante foi aprovado recentemente na cidade de Parnamirim (RN), inciativa que teria se repetido em dezenas de outras localidades por todo o país.
A campanha investe basicamente no medo da violência que o presídio possa causar, especialmente com possíveis fugas ou resgates de presos de alta periculosidade que geralmente são recolhidos aos presídios federais. Busca ainda incutir na população a ‘ameaça’ que representaria a vinda da família de apenados para morar na cidade.
Audiência pública
A construção de um presídio federal em Bayeux será objeto de audiência pública na Câmara dos Vereadores na quinta-feira (1º), provavelmente com a presença de Felipe Abath, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça.
Abath esteve na última quinta-feira (24) na Câmara, onde disse que o presídio representa investimento de R$ 400 milhões em Bayeux nos próximos dois anos, tempo previsto para a construção, além da geração de 400 novos empregos na cidade e a presença, após a conclusão da obra, de 250 agentes penitenciários federais que administrarão a unidade e cuidarão dos presos.
A nova penitenciária terá capacidade para 208 internos, entre condenados e provisórios. Abath garantiu que o presídio será “à prova de fuga e de rebeliões”, porque dotado de uma estrutura de concreto armado e sistemas de segurança que tornam impraticável, por exemplo, a construção de túneis.
O presídio federal de Bayeux será construído na saída da cidade, no sentido João Pessoa-Natal e, ainda segundo Abath, deverá render mais de R$ 7 milhões anuais para o município em contratos de prestação de serviço.







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